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Sinais de Deus
Marcos 16:17 Disse Jesus: E estes sinais seguirão aos que crerem: em meu nome, expulsarão demônios; falarão novas línguas. Todos aqueles que são salvos em Jesus Cristo recebem de Deus o selo do Espírito Santo, marca indelével da redenção, que os habilita a refletir, em sua vida e conduta, as virtudes próprias do Reino de Deus. No nosso resumido estudo fazer algumas narrativas Bíblica a respeito do assunto, começando do Antigo Testamento; começando no Livro do Êxodo, momento em que o povo de Deus estava escravizado pelo egípcios, e como livramento o Senhor havia enviado as dez pragas:
Êxodo 12:13 E aquele sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes; vendo eu sangue, passarei por cima de vós, e não haverá entre vós pragas de mortandade, quando eu ferir a terra do Egito. Quem tem sinal de Deus não entra em condenação, externam virtudes espirituais, não sendo limitadas ao o nome de uma denominação, grupo social, ideologia e etc. Outro evento que não podemos deixar de registrar ocorreu no ano 607 a.C., quando, mais uma vez, o povo de Deus vivia de forma dissimulada, entregando-se à prostituição e à prática exacerbada da idolatria. Em meio a esse cenário de profunda desolação espiritual, o profeta Ezequiel foi levantado por Deus para transmitir mensagens de advertência e também de restauração. Entre as visões que recebeu, destaca-se a de um homem vestido de branco, com um tinteiro de escrivão à cintura, acompanhado por seis homens portando armas destruidoras. Ezequiel 9:2-3 02 - E vi seis homens que vinham da porta superior, que está voltada para o norte, cada um com uma arma mortal na mão. Com eles estava um homem vestido de linho e que tinha um estojo de escrevente à cintura. Eles entraram e se puseram ao lado do altar de bronze. 03 - Então a glória do Deus de Israel subiu de cima do querubim, onde havia estado, e se moveu para a entrada do templo. E o Senhor chamou o homem vestido de linho e que tinha o estojo de escrevente à cintura. Vejamos agora o momento em que os fiéis recebem um sinal que os diferencia dos demais. Ezequiel 9:4 E lhe disse: "Percorra a cidade de Jerusalém e ponha um sinal na testa daqueles que suspiram e gemem por causa de todas as práticas repugnantes que são feitas nela" . Mas os que eram infiéis a Palavra de Deus, receberam as consequências da desobediência. Ezequiel 9:5-6 05 - Enquanto eu escutava, ele disse aos outros: "Sigam-no por toda a cidade e matem, sem piedade ou compaixão, 06 - velhos, rapazes e moças, mulheres e crianças. Mas não toquem em ninguém que tenha o sinal. Comecem no meu santuário". Então eles começaram com as autoridades que estavam em frente do templo. Assim como nossas ações podem gerar bênçãos ou consequências negativas, conforme o bem ou o mal que praticamos, elas também exercem influência no âmbito espiritual. Cada atitude produz reflexos que ultrapassam o presente e alcançam a dimensão eterna. Por isso, seremos julgados segundo as nossas obras, considerando não apenas o que fizemos, mas a intenção do coração e os frutos que delas resultaram em relação à eternidade. O mesmo aconteceu no contexto do Profeta Ezequiel, que estamos fazendo a narrativa. Ezequiel 9:5-6-7 05 - Enquanto eu escutava, ele disse aos outros: "Sigam-no por toda a cidade e matem, sem piedade ou compaixão, 06 - velhos, rapazes e moças, mulheres e crianças. Mas não toquem em ninguém que tenha o sinal. Comecem no meu santuário". Então eles começaram com as autoridades que estavam em frente do templo. 07 - E ele lhes disse: "Contaminem o templo e encham de mortos os pátios. Podem ir! " Eles saíram e começaram a matança em toda a cidade. Dentro do nosso contexto, não podemos deixar de mencionar alguns versículos do Novo Testamento, os quais evidenciam que a Palavra de Deus é imutável e plenamente harmoniosa em sua totalidade. Todos os textos se interligam de forma coerente, revelando a unidade da revelação divina. Assim, compreendemos que a Bíblia Sagrada é o único livro que interpreta a si mesmo, pois suas próprias Escrituras esclarecem, confirmam e aprofundam o entendimento umas das outras. Efésios 1:13-14 13 - Nele, quando vocês ouviram e creram na palavra da verdade, o evangelho que os salvou, vocês foram selados com o Espírito Santo da promessa, 14 - que é a garantia da nossa herança até a redenção daqueles que pertencem a Deus, para o louvor da sua glória. Nos tempos bíblicos, era comum que propriedades fossem identificadas por marcos visíveis, especialmente em uma sociedade predominantemente agrícola. A terra, os rebanhos e as árvores frutíferas representavam sustento, herança e identidade familiar. Assim, quando alguém possuía uma árvore, sobretudo em pomares ou campos cultivados, muitas vezes a marcava com um sinal distintivo. Essa marca podia ser feita no tronco, por meio de cortes específicos, símbolos gravados ou outros sinais reconhecidos pela comunidade. O objetivo era indicar pertencimento, evitar disputas e preservar o direito de posse. Em uma cultura onde a tradição oral e o reconhecimento público tinham grande valor, tais marcas funcionavam como testemunho visível da propriedade. Além do aspecto prático, o ato de marcar também carregava um significado simbólico: aquilo que recebia um sinal era separado, identificado e reconhecido como pertencente a alguém. Essa prática ajuda-nos a compreender diversas imagens bíblicas relacionadas a selo, marca e pertencimento, frequentemente usadas para expressar identidade, proteção e aliança. Dessa forma, a marca na árvore não era apenas um gesto técnico, mas uma expressão concreta de posse, responsabilidade e reconhecimento comunitário. Podemos fazer um comparativo com esse sinal de posse e aplicá-lo ao Reino de Deus, evidenciando aqueles que possuem o “Selo da Promessa”, isto é, o selo do Espírito Santo, os quais pertencem a Deus; de modo que devemos ter todo cuidado para não o entristece-lo. Efésios 4:30 E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados para o dia da redenção. Por fim, seremos conduzidos à reflexão sobre um evento de caráter apocalíptico que não deve ser visto apenas como juízo ou desfecho histórico, mas como revelação do cuidado soberano de Deus para com toda a sua criação. Trata-se de uma manifestação que evidencia que nada está fora do Seu controle e que, de modo especial, Seus filhos permanecem sob Sua proteção, propósito e amor eterno. Apocalipse 9:4 E foi-lhes dito que não fizessem dano à erva da terra, nem a verdura alguma, nem a árvore alguma, mas somente aos homens que não têm nas suas testas o selo de Deus. Nossa vida não nos pertence; ela é de Deus. Por isso, cada decisão deve glorificá-Lo. II Timóteo 2:19 Todavia o fundamento de Deus fica firme, tendo este selo: O Senhor conhece os que são seus, e qualquer que profere o nome de Cristo aparte-se da iniquidade. Que Deus vos abençoe, rica e abundantemente. Pastor Robson Colaço de Lucena MMA – Ministério Missão América Consultoria Espiritual www.missaoamerica.com.br HOTMART Heresiologia Acesse o link: https://hotmart.com/pt-br/marketplace/produtos/curso-de-heresiologia-as-igrejas-de-hoje/X27078951M https://hotmart.com/pt-br/marketplace/produtos/curso-de-heresiologia-as-igrejas-de-hoje/X27078951M Na contemporaneidade, a Igreja enfrenta desafios decorrentes das transformações culturais e espirituais associadas ao pensamento da Nova Era, que têm fragmentado crenças e enfraquecido fundamentos teológicos. O aumento no número de frequentadores não necessariamente indica crescimento espiritual, mas, em muitos casos, um inchaço marcado pelo excesso de informações e pelo sincretismo religioso. Esse cenário exige da Igreja uma postura mais crítica, reflexiva e teologicamente consistente diante da realidade atual.
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AI – Atrofia Individual – Inteligência Artificial Vivemos um momento em que as pessoas são induzidas a não pensar, devido ao avanço das inteligências artificiais. Embora essa tecnologia devesse agregar valor à humanidade, ela acaba por nos escravizar, gerando comodismo e uma atrofia da capacidade de raciocínio. Essa vantagem, que na realidade produz grandes desvantagens cognitivas e degradação espiritual, ignora que o homem foi criado com a capacidade de criar, interpretar e raciocinar. Nesse cenário caótico e bestial, a figura de Deus acaba não apresentando o menor valor, que por sua vez faz o homem perder a intimidade com Deus. Isso não quer dizer que a ciência e a tecnologia sejam algo ruim; porém, quando não se sabe manipulá-las com sabedoria, podem tornar-se fortes aliadas do escravagismo espiritual da humanidade. Que a humanidade queira aceitar ou não, por trás desse cenário de falsas vantagens das inteligências artificiais, existe um mundo espiritual maligno articulando projetos nefastos contra a criação de Deus. II Aos Coríntios 4:4 Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus. Vejamos o fato histórico que nos apresenta a narrativa de homens malévolos que trabalharam para oprimir os seus semelhantes; e reflitamos sobre até que ponto essa realidade pertence apenas ao passado ou ainda se manifesta, de outras formas, em nossos dias. Evento – Em 1469, o filósofo Nicolau Maquiavel, escreveu no seu livro “O Príncipe de Maquiavel”, “Não deixar o povo pensar”. E argumentou sobre a importância ao governante, controlar a imagem que passe a necessidade de manter o povo em posição de dependência e obediência. Foi um ensinamento muito poderoso, a ponto de ser adotado pelas lideranças e atravessar os séculos até chegar aos dias atuais. Ele passou a predominar em diversas esferas sociais, seja na política, na religião ou em qualquer grupo organizado que reúna um número mínimo de pessoas. No âmbito religioso dos dias atuais, rotineiramente nos deparamos com lideranças que pregam o medo para lucrar com o desespero dos mais simples; e, como recompensa, capturam corações, dominam mentes e, por fim, obtêm vantagens sobre as finanças dessas pessoas incautas. Na Palavra de Deus, encontramos diversos textos que revelam a liberdade que o Senhor Jesus concede aos que lhe são fiéis; muitas vezes, o homem sofre por permanecer preso às próprias escolhas. Vejamos um exemplo. I João 5:19 Sabemos que somos de Deus, e que todo o mundo jaz no maligno. Por prevaricar contra Deus, o mundo se encontra em total desordem, caminhando lentamente em direção a condenação eterna. Todavia, o Senhor não se alegra com a derrocada do pecador; pois o Evangelho não celebra humilhação; simplesmente anuncia a salvação através do amor incondicional de Jesus Cristo. Um exemplo clássico de prisão material e espiritual pode ser encontrado na Palavra de Deus, quando, no Antigo Testamento, os israelitas permaneceram prisioneiros por setenta anos na Babilônia. A principal estratégia do inimigo era colocar líderes de caráter duvidoso sobre o povo, enfraquecendo-o, enquanto o rei Ciro mantinha controle e conhecimento sobre tudo que acontecia com aquela população subjugada. Sem líderes justos para guiá-los, o povo não conseguia pensar claramente, predominando a insatisfação, a contenda e o enfraquecimento espiritual e social da nação. Ao retornarem à sua terra, encontravam-se desorganizados, vencidos e necessitados da restauração que só Deus poderia oferecer. Esdras 4:4-5 04 - Todavia o povo da terra debilitava as mãos do povo de Judá, e inquietava-os no edificar. 05 - E alugaram contra eles conselheiros, para frustrarem o seu plano, todos os dias de Ciro, rei da Pérsia, até ao reinado de Dario, rei da Pérsia. Enfim, devemos aproveitar cada dádiva de Deus e todas as tecnologias criadas em favor da humanidade; porém, é necessário ignorar aquilo que prejudica nosso desenvolvimento pessoal e espiritual. Devemos manter o foco na Palavra de Deus, valorizando o dom da sabedoria, pois, sendo imagem e semelhança de Deus, carregamos um diferencial que nos capacita a discernir e agir com propósito. Salmo 1:1-2 01 - Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. 02 - Antes tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite. Gênesis 1:26-27 26 - E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra. 27 - E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. Que o Senhor vos abençoe rica e abundantemente. Pastor Robson Colaço de Lucena MMA – Ministério Missão América Consultoria Espiritual www.missaoamerica.com.br --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- LIVRO - HOTMART Psicanalise Pastoral Acesse o link: https://hotmart.com/pt-br/marketplace/produtos/hagsxd-psicanalise-pastoral-5bojn/D101101790U Nosso curso é destinado a pessoas de diferentes crenças, utilizando uma linguagem acadêmica acessível. Aborda o comportamento humano com o objetivo de contribuir especialmente para a formação psicológica de cristãos e líderes religiosos, capacitando-os a acolher e auxiliar pessoas marcadas por traumas emocionais. Dedicamos atenção ao contexto eclesiástico devido à resistência ainda existente à psicanálise, muitas vezes vista, de forma equivocada, como incompatível com os valores do Reino de Deus. Tal visão ignora o sofrimento psíquico silencioso presente tanto dentro quanto fora das igrejas. Compreendemos o ser humano como uma unidade integral, na qual corpo e alma não podem ser dissociados. Por isso, o cuidado espiritual exige também compreensão psicológica. O curso foi elaborado com responsabilidade e compromisso ético, convidando o participante à reflexão, mesmo diante de temas que possam confrontar crenças ou tradições estabelecidas. Pr. Robson Colaço de Lucena Consultoria Espiritual Terapeuta Comportamental Psicanalista Eclesiástico Ingratidão
As pessoas do nosso tempo parecem ter desaprendido o verdadeiro significado da gratidão. Vivemos uma era marcada pela ingratidão, na qual muitos recebem abundantemente da parte de Deus, mas deixam de reconhecê-Lo e agradecê-Lo. Nesse esquecimento, a arrogância passa a ocupar o espaço que deveria ser da humildade, permeando silenciosamente o coração humano. Vejamos um relato bíblico ocorrido entre os anos 850 e 840 a.C., que narra a história da Sunamita: uma mulher estéril, casada com um homem idoso, cujo sonho de ter um filho parecia humanamente impossível. Contudo, ao acolher Eliseu, profeta de Deus, ela foi surpreendida pela graça divina e abençoada com a concepção de um filho. Anos depois, porém, aquela mesma criança foi acometida por uma forte dor de cabeça e morreu. Diante da dor e da aparente perda da promessa, a sunamita não se entregou ao desespero; decidiu buscar socorro junto ao homem de Deus, revelando uma fé que permanece firme mesmo quando o milagre parece ter sido interrompido. Vejamos uma parte do texto, a luz da Bíblia. II Reis 4:25-26 25 - Partiu ela, pois, e foi ao homem de Deus, ao monte Carmelo; e sucedeu que, vendo-a o homem de Deus de longe, disse a Geazi, seu servo: Eis aí a Sunamita. 26 - Agora, pois, corre-lhe ao encontro e dize-lhe: Vai bem contigo? Vai bem com teu marido? Vai bem com teu filho? E ela disse: Vai bem. Fazendo uma análise superficial do texto, destacaremos a expressão “Vai bem”, que, no original hebraico, corresponde à palavra “shalom”. שָׁלוֹם Transliteração: Shalóm. Significado: paz, bem-estar, integridade, plenitude, a ideia de algo completo, em harmonia. Percebe-se que, mesmo em um momento obscuro, marcado pela dor e pela morte, a mulher Sunamita permaneceu grata a Deus pelo tempo que pôde viver ao lado de seu filho. Com humildade, afirmou que tudo estava bem, pois acreditava que o Senhor realizaria um grande milagre. Diante desse quadro de fé e amor para com Deus, devemos aprender a lição de dar graças em qualquer situação, pois a Palavra de Deus nos ensina esse princípio. 1 Tessalonicenses 5:18 Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco. A ingratidão não reconhece os benefícios recebidos nem valoriza aquele que concede as bênçãos, especialmente quando há uma relação pessoal com Deus. Por isso, todos os dias temos inúmeras razões para agradecer pelos benefícios que recebemos do alto . Romanos 1:21 Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. A ingratidão é uma das atitudes mais asquerosas do pecador; em contrapartida, a gratidão é uma qualidade nobre que o ser humano demonstra para com os seus benfeitores. Salmos 107:1 Deem graças ao Senhor porque Ele é bom; o seu amor dura para sempre. Que o Senhor Deus, vos abençoe, rica e abundantemente. Pastor Robson Colaço de Lucena MMA – Ministério Missão América Consultoria Espiritual www.missaoamerica.com.br [email protected] Adquira nosso Livro HOTMART Heresiologia Acesse o link: https://hotmart.com/pt-br/marketplace/produtos/curso-de-heresiologia-as-igrejas-de-hoje/X27078951M Na contemporaneidade, a Igreja enfrenta desafios decorrentes das transformações culturais e espirituais associadas ao pensamento da Nova Era, que têm fragmentado crenças e enfraquecido fundamentos teológicos. O aumento no número de frequentadores não necessariamente indica crescimento espiritual, mas, em muitos casos, um inchaço marcado pelo excesso de informações e pelo sincretismo religioso. Esse cenário exige da Igreja uma postura mais crítica, reflexiva e teologicamente consistente diante da realidade atual. Depender de Deus Na caminhada da vida terrena, somos frequentemente confrontados com pessoas tomadas pela arrogância, que fazem afirmações confiantes de que dependem apenas de sua própria inteligência, de sua capacidade física, de seu poder aquisitivo ou de outros recursos humanos. Ao adotarem tal postura, acabam por ignorar consciente ou inconscientemente, o papel soberano de Deus, que é o Criador e Sustentador de todas as coisas, Aquele em quem tudo subsiste e para quem tudo existe. Partindo da constatação da ingratidão humana, propõe-se estabelecer um comparativo à luz da história bíblica, tomando como referência o profeta Elias. Sua trajetória revela uma vida marcada pela total dependência de Deus, condição que lhe permitiu experimentar uma existência frutífera, caracterizada por intervenções divinas e por significativas vitórias no cumprimento de sua missão profética. Observemos uma passagem bíblica que descreve um período em que a terra enfrentou uma severa seca. Em meio a esse cenário desolador, o Senhor, em sua providência, preparou um ribeiro de água, junto ao qual o profeta Elias foi preservado. As Escrituras relatam que Deus utilizou até mesmo os corvos para levar-lhe pão e carne, pela manhã e à tarde, revelando que, mesmo em tempos de escassez, a fidelidade divina jamais falha. 1 Reis 17:1-6 01 - Então Elias, o tisbita, dos moradores de Gileade, disse a Acabe: Vive o Senhor Deus de Israel, perante cuja face estou, que nestes anos nem orvalho nem chuva haverá, senão segundo a minha palavra. 02 - Depois veio a ele a palavra do Senhor, dizendo: 03 - Retira-te daqui, e vai para o oriente, e esconde-te junto ao ribeiro de Querite, que está diante do Jordão. 04 - E há de ser que beberás do ribeiro; e eu tenho ordenado aos corvos que ali te sustentem. 05 - Foi, pois, e fez conforme a palavra do Senhor; porque foi, e habitou junto ao ribeiro de Querite, que está diante do Jordão. 06 - E os corvos lhe traziam pão e carne pela manhã; como também pão e carne à noite; e bebia do ribeiro. O profeta Elias, ao permanecer debaixo da dispensação divina, experimentou o cuidado fiel de Deus. Por ter escolhido confiar plenamente na provisão do Senhor, nada lhe faltou, pois o próprio Deus supriu todas as suas necessidades. É necessário compreender que o Senhor, em seu zelo soberano, vela pelos que permanecem fiéis à sua Palavra, pois aquele que chama ao compromisso não abandona os que se colocam a serviço da verdade. Isaías 41:13 Porque eu, o Senhor teu Deus, te tomo pela tua mão direita; e te digo: Não temas, eu te ajudo. Todos os seres humanos são convidados a adentrar a dimensão do amor celestial; contudo, é imprescindível um posicionamento pessoal e consciente, pelo qual cada indivíduo se dispõe a cultivar uma intimidade espiritual com o Criador de todas as coisas. O Salmo 91:1 se impõe com força ao revelar, de maneira incontestável, o cuidado constante e soberano de Deus para com a sua criação. Salmos 91:1 Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará. O pecador, ao persistir em seus próprios caminhos, experimenta derrotas recorrentes e profundas frustrações ao longo da vida. Tais decepções não são casuais, mas resultam de escolhas equivocadas, entre as quais se destacam: • Confiar excessivamente na própria capacidade humana, colocando-a acima da soberania de Deus; • Apoiar-se apenas em estruturas religiosas, enquanto ignora o sacrifício propiciatório e redentor de Cristo; • Depositar esperança nos políticos e nas forças da nação, como se fossem a solução última para os dilemas humanos; • Substituir o amor eterno de Deus pela influência passageira de homens mortais, trocando o que é eterno pelo que é transitório. Vejamos, à luz da Palavra de Deus, o que o Senhor nos revela a respeito desse assunto. Jeremias 17:5 Assim diz o Senhor: Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do Senhor! Devemos compreender que no tempo de seca, Deus não nos tira do deserto. Ele nos sustenta nele. Motivo pelo qual o salmista foi enfático quando escreveu: Salmos 46:1 Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia. Por fim, aprendemos que a vida nos apresenta circunstâncias que jamais desejaríamos enfrentar; contudo, é por meio delas que o caráter é forjado e surgem oportunidades reais de crescimento espiritual diante de Deus. Ainda que determinadas experiências sejam profundamente dolorosas, cremos que todas as coisas cooperam para um bem maior, segundo o propósito divino. Romanos 8:28 E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. Que o Senhor, você abençoe rica e abundantemente. Pastor Robson Colaço de Lucena MMA – Ministério Missão América Consultoria Espiritual www.missaoamerica.com.br Adquira Nosso Livro HOTMART Psicanálise Pastoral Acesse o link: https://hotmart.com/pt-br/marketplace/produtos/hagsxd-psicanalise-pastoral-5bojn/D101101790U Nosso curso é destinado a pessoas de diferentes crenças, utilizando uma linguagem acadêmica acessível. Aborda o comportamento humano com o objetivo de contribuir especialmente para a formação psicológica de cristãos e líderes religiosos, capacitando-os a acolher e auxiliar pessoas marcadas por traumas emocionais. Dedicamos atenção ao contexto eclesiástico devido à resistência ainda existente à psicanálise, muitas vezes vista, de forma equivocada, como incompatível com os valores do Reino de Deus. Tal visão ignora o sofrimento psíquico silencioso presente tanto dentro quanto fora das igrejas. Compreendemos o ser humano como uma unidade integral, na qual corpo e alma não podem ser dissociados. Por isso, o cuidado espiritual exige também compreensão psicológica. O curso foi elaborado com responsabilidade e compromisso ético, convidando o participante à reflexão, mesmo diante de temas que possam confrontar crenças ou tradições estabelecidas. Pr. Robson Colaço de Lucena Consultoria Espiritual Terapeuta Comportamental Psicanalista Eclesiástico Jefté Não Matou a Sua Filha. Ao longo da vida, indivíduos frequentemente realizam práticas que denominam sacrifícios espirituais, os quais, paradoxalmente, podem configurar-se como ações ofensivas a Deus. Embora tais práticas sejam, em muitos casos, motivadas pela intenção de agradar ao divino, observa-se a ausência de uma investigação criteriosa acerca da vontade do Senhor. A piedade, quando desvinculada do conhecimento teológico e da obediência consciente, tende a degenerar em expressões de religiosidade inadequada. Partindo dessa perspectiva comportamental, propõe-se uma análise comparativa à luz da narrativa bíblica de Jefté, personagem cuja experiência ilustra os riscos inerentes a votos formulados sem discernimento espiritual e sem consonância com os princípios revelados por Deus. Juízes 11:30-31 30 - E Jefté fez um voto ao Senhor, e disse: Se totalmente deres os filhos de Amom na minha mão, 31 - Aquilo que, saindo da porta de minha casa, me vier ao encontro, voltando eu dos filhos de Amom em paz, isso será do Senhor, e o oferecerei em holocausto. Observe a arrogância e forma pejorativa que Jefté falou: a) Aquilo que sair da minha casa; me vier ao encontro. (Aquilo, no português é uma construção que indica ofensivo, depreciativo) b) Isso será do Senhor. (Isso , pejorativo, uma pessoa, animal no qual não se tem afinidade) Fazendo um comparativo do contexto narrativo da história de Jefté, é necessário considerar as possibilidades concretas que circundam o cumprimento de seu voto. O objeto de sua promessa poderia recair sobre um animal doméstico, como um cão ou outro ser de menor valor ritual, ou mesmo sobre um servo submisso e socialmente invisibilizado, alguém a quem Jefté não atribuía significativa atenção ou dignidade. Tal cenário revela não apenas uma prática cultural, mas uma concepção utilitarista do sagrado, na qual o sacrifício é pensado a partir da convivência humana e não da vontade divina. Sob uma perspectiva teológica, esse episódio expõe a fragilidade de uma fé que instrumentaliza Deus, tratando o voto como mecanismo de barganha e não como expressão de obediência. O sagrado, quando submetido à lógica do cálculo e da utilidade, perde sua transcendência, e o ser humano passa a projetar em Deus suas próprias limitações morais e espirituais. Vejamos o que aconteceu quando ele voltou a sua terra, Mizpá, com a vitória sobre os filhos de Amon. Juízes 11:34-35 34 - Vindo, pois, Jefté a Mizpá, à sua casa, eis que a sua filha lhe saiu ao encontro com adufes e com danças; e era ela a única filha; não tinha ele outro filho nem filha. 35 - E aconteceu que, quando a viu, rasgou as suas vestes, e disse: Ah! Filha minha, muito me abateste, e estás entre os que me turbam! Porque eu abri a minha boca ao Senhor, e não tornarei atrás. Estamos, portanto, diante de uma manipulação dos valores espirituais, na qual o ser humano procura submeter às determinações divinas aos seus próprios critérios morais e emocionais. Trata-se de uma tentativa de humanizar aquilo que é essencialmente transcendente, reinterpretando a vontade de Deus à luz de conveniências humanas. Tal postura não apenas distorce o caráter do sagrado, mas revela a pretensão humana de domesticar o divino, reduzindo a soberania de Deus a categorias compreensíveis e controláveis pela razão humana. Analisando a incoerência do voto de Jefté, somos conduzidos a refletir sobre aspectos que, ao longo dos séculos, muitas vezes deixaram de ser explorados nas comunidades cristãs. Observa-se que não há, no texto Bíblico, uma afirmação de que Jefté tenha sacrificado sua filha como holocausto humano. Pelo contrário, toda a revelação das Escrituras aponta para um Deus que repudia veementemente o sacrifício de vidas humanas, prática associada às nações pagãs e reiteradamente condenada pela Lei e pelos profetas. A Palavra de Deus é clara ao afirmar que o Senhor não se agrada da morte humana oferecida como meio de expiação ou barganha espiritual. Tal compreensão exige uma leitura responsável e teologicamente coerente, que leve em conta o caráter santo e justo de Deus, o qual jamais contradiz a si mesmo. Dessa forma, compreendemos que o único sacrifício plenamente aceito por Deus em toda a história da humanidade foi o sacrifício propiciatório de Jesus Cristo. Perfeito, suficiente e definitivo, Ele é o único capaz de redimir os pecados da humanidade, não por imposição humana, mas pela soberana vontade divina. Qualquer tentativa de equiparar ações humanas a esse sacrifício único distorce o cerne do evangelho e obscurece a graça revelada na cruz. Levítico 18:21 E da tua descendência não darás nenhum para fazer passar pelo fogo perante Moloque; e não profanarás o nome de teu Deus. Eu sou o Senhor. Muitos teólogos demonstram certa resistência em afirmar que a filha de Jefté não tenha sido sacrificada, principalmente porque o texto Bíblico não descreve de forma explícita o desfecho do voto. Contudo, essa ausência de detalhes não autoriza a conclusão de que tenha ocorrido um sacrifício humano. Pelo contrário, as Escrituras apresentam fortes indícios de que o Senhor jamais aceitaria tal prática, uma vez que o sacrifício de vidas humanas é reiteradamente condenado ao longo de toda a revelação bíblica. A Palavra de Deus revela um Deus coerente com Seu caráter santo e justo, que não se contradiz nem se agrada de rituais oriundos de culturas pagãs. Assim, qualquer interpretação que sugira a aceitação de um sacrifício humano precisa ser cuidadosamente revista à luz do todo das Escrituras, evitando conclusões que conflitem com os princípios teológicos fundamentais da fé bíblica. Deuteronômio 12:31 Assim não farás ao Senhor teu Deus; porque tudo o que é abominável ao Senhor, e que ele odeia, fizeram eles a seus deuses; pois até seus filhos e suas filhas queimaram no fogo aos seus deuses. Ora, se o caráter de Deus é santo e imutável, e se Ele declara abominar o sacrifício humano, como poderia aprovar um sacrilégio de tamanha gravidade? Levítico 20:2 Também dirás aos filhos de Israel: Qualquer que, dos filhos de Israel, ou dos estrangeiros que peregrinam em Israel, der da sua descendência a Moloque, certamente morrerá; o povo da terra o apedrejará. Por fim, é necessário compreender que a Bíblia possui em si mesma os princípios para a sua correta interpretação, sendo um livro que se explica à luz do próprio texto sagrado. Quando se observa atentamente o conjunto das Escrituras, os sentidos tornam-se claros e coerentes. Todavia, constata-se que parte significativa da comunidade evangélica traz consigo heranças de tradições religiosas anteriores, carregadas de costumes e doutrinas de caráter heterodoxo, que ainda permanecem influentes. Soma-se a isso, em muitos casos, a negligência intelectual e espiritual no estudo diligente das Escrituras, bem como a ausência da prática fundamental de comparar os textos bíblicos, o que compromete uma compreensão fiel da revelação divina. Mateus 22:29 Jesus, porém, respondendo, disse-lhes: Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus. Que o Senhor vos abençoe rica e poderosamente. Pastor Robson Colaço de Lucena MMA – Ministério Missão América Consultoria www.missaoamerica.com.br Nossa Loja HOTMART Psicanálise Pastoral Acesse o link: https://hotmart.com/pt-br/marketplace/produtos/hagsxd-psicanalise-pastoral-5bojn/D101101790U Nosso curso é destinado a pessoas de diferentes crenças, utilizando uma linguagem acadêmica acessível. Aborda o comportamento humano com o objetivo de contribuir especialmente para a formação psicológica de cristãos e líderes religiosos, capacitando-os a acolher e auxiliar pessoas marcadas por traumas emocionais. Dedicamos atenção ao contexto eclesiástico devido à resistência ainda existente à psicanálise, muitas vezes vista, de forma equivocada, como incompatível com os valores do Reino de Deus. Tal visão ignora o sofrimento psíquico silencioso presente tanto dentro quanto fora das igrejas. Compreendemos o ser humano como uma unidade integral, na qual corpo e alma não podem ser dissociados. Por isso, o cuidado espiritual exige também compreensão psicológica. O curso foi elaborado com responsabilidade e compromisso ético, convidando o participante à reflexão, mesmo diante de temas que possam confrontar crenças ou tradições estabelecidas. Pr. Robson Colaço de Lucena Consultoria Espiritual Terapeuta Comportamental Psicanalista Eclesiástico Luz da Vida
Quem não serve a Deus caminha nas trevas, não apenas como ausência de luz, mas como desorientação existencial. Por essa razão, vemos incontáveis pessoas imersas na prática do pecado, buscando desesperadamente uma iluminação espiritual em lugares equivocados nas falsas religiões, nas imagens esculpidas e em sistemas que prometem luz, mas não possuem vida. As trevas não são apenas um estado moral, mas uma condição da alma que se distancia da Verdade. Cristo foi categórico ao afirmar que os que foram alcançados pela salvação não apenas recebem a luz, mas tornam-se luz. Em meio a um mundo obscurecido pela ilusão e pelo engano, os crentes não refletem uma claridade própria, mas irradiam a luz que procede do próprio Deus. Mateus 5:14 Disse Jesus: Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte. O cristão genuíno ilumina o mundo espiritual não por mérito próprio, mas por refletir o fulgor das virtudes procedentes do Espírito Santo. Sua vida, conformada à ação divina, torna-se um testemunho vivo da verdade. Assim, sua presença constitui um juízo silencioso contra as trevas, não por condenação verbal, mas pela manifestação da luz; e, ao mesmo tempo, ergue-se como um convite à esperança, chamando os que estão na escuridão a contemplarem o caminho da redenção. Vejamos a Prova Bíblica: a Revelação que Torna Explícita a Razão pela Qual o Salvo em Jesus Cristo Se Torna Luz Tiago 1:17 Toda boa dádiva e todo dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em que não há mudanças nem sombra de variação. Em detrimento da Palavra de Deus, os pecadores desejam ardentemente tornar-se luz dentro dos limites de sua própria condição humana. Contudo, recusam-se a submeter-se à vontade soberana do Eterno e passam a existir segundo as inclinações da carne. Nessa tentativa paradoxal, buscam iluminar-se sem a Fonte da luz, revelando não apenas a fragilidade da razão dissociada de Deus, mas também a ilusão de uma autonomia espiritual incapaz de conduzir à verdadeira redenção. Dentro desse contexto de pecado, os homens não podem apresentar-se na presença de Deus e, por isso, passam a engendrar doutrinas heréticas, instituindo supostos intercessores para os quais não há qualquer amparo bíblico. Dessa distorção nasce uma enxurrada de enganos, especialmente direcionados às imagens de esculturas, às quais se atribuem funções específicas, como cura, consolação e até salvação. Tal prática afasta-se por completo dos ensinamentos sagrados contidos na Palavra de Deus, substituindo a revelação divina por construções humanas desprovidas da verdade redentora. Com essa negligencia espiritual, o Senhor Deus adverte severamente a respeito do fim que está proposto para cada criatura que vive em desobediência, tendo o ápice voltado ao âmbito da idolatria. Habacuque 2:18-1 18 – Que aproveita a imagem de escultura, depois que esculpiu seu artífice? Ela é imagem de fundição que ensina mentiras, para quem a formou confie em sua obra fazendo ídolos do mundo? 19 – Ai daquele que diz, ao pau: Acorda! E a pedra muda: Desperta! Pode isso ensinar? Eis que está coberta de ouro e de prata, mas dentro dela não há espírito algum. Onde a verdade é silenciada por uma vontade corrompida, ali o homem passa a viver nas trevas que ele próprio escolheu. Isso acontece porque o diabo e o pecador romantizam as trevas e abominam tudo o que se relaciona com a luz, visto que a escuridão oculta a culpabilidade diante dos homens; contudo, nada permanece oculto aos olhos de Deus. João 3:19-20 19 – Disse Jesus: E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obram eram más. 20 – Porque todo aquele que faz o mal odeia a luz, e não vem para luz, para que as suas obras não sejam reprovadas. Muitos desconhecem que a escuridão não possui capacidade alguma de resistir ou lutar contra a luz; ela simplesmente se dissipa diante do seu brilho manifesto. A luz não precisa combater as trevas, pois sua própria presença as revela e as faz desaparecer. Assim, podemos filosofar e afirmar que: “Tudo aquilo que é sustentado pelo engano teme a revelação.” As trevas prosperam onde a luz é evitada, mas desmoronam quando a Palavra de Deus é acolhida. Quem anda na luz aprende a viver com coerência, verdade e responsabilidade diante de Deus. Todavia, aqueles que optam pela escuridão do pecado rompem sua comunhão com o Criador; e, enquanto permanecerem nessa condição, a condenação eterna torna-se uma consequência inevitável, pois rejeitam voluntariamente a única fonte de redenção. Por fim, a Palavra de Deus manifesta-se de forma clara e incontestável ao convocar todo pecador a abandonar a escuridão espiritual e a acolher a verdadeira luz, que é Jesus Cristo. Esse chamado não é apenas um convite à mudança de comportamento, mas um apelo à transformação do ser, à reconciliação com Deus e à passagem das trevas para a vida. Rejeitar a luz é permanecer no engano; recebê-la é experimentar a redenção, a verdade e a esperança eterna. Romanos 13:12 Vai a alta noite e vem chegando o dia. Deixemos as boras das trevas e revistamo-nos das armas da luz. Que o Senhor vos abençoe rica e abundantemente. Pastor Robson Colaço de Lucena MMA – Ministério Missão América Consultoria Espiritual www.missaoamerica.com.br Você é Especial
A fragilidade do caráter humano, quando desprovida da graça, inclina-se incessantemente ao erro, fazendo do pecado um hábito cotidiano. No entanto, essa reiteração no desvio não é apenas uma falha moral, mas uma prevaricação deliberada contra a santidade do Criador. Aquele que negligencia o cultivo das virtudes e cede passivamente às paixões caminha por uma trilha de erosão espiritual que, em última instância, culmina na trágica separação eterna da Fonte de toda a Vida. Deus, em Sua paciência pedagógica, nunca desistiu de resgatar a Sua imagem e semelhança no homem. Ele sussurra através do espírito e clama através da história, convergindo todos os caminhos para o mistério da cruz. Ali, em Jesus Cristo, a justiça e a paz se beijaram: o Filho entregou-se em sacrifício perfeito, transformando a nossa condenação em oportunidade de glória. Crer em Seu nome é, portanto, aceitar que o Amor se ofereceu como preço por nossa liberdade. Contemplemos agora a narrativa que desvela Sua graça inaudita, operando o resgate da criação que Lhe pertence por direito e por amor. Isaías 42:3 Não quebrará o caniço rachado, e não apagará o pavio fumegante. Com fidelidade fará justiça. a) Cana trilhada ou quebrada – Representa uma pessoa fraca, ferida e espiritualmente abatida. b) Pavio que fumega – Vaticina uma pessoa apagada, com a fé vacilante e sem esperança espiritual. Estamos diante de um cenário recorrente na trajetória humana, um quadro de profunda tragédia espiritual: milhares de almas que, em algum ponto de suas jornadas, gozaram do inestimável privilégio de um encontro com a Graça. Sentiram a Shekinah, a presença tangível de Deus, e experimentaram a alegria indescritível da salvação. Contudo, permitiram que os prazeres efêmeros do mundo corrompesse essa intimidade, desviando-se do caminho celestial. A grande reflexão reside no retorno da koinonia com o Espírito à frieza de uma religiosidade vazia e hermética, culminando no estado de perdição reservado àqueles que, tendo conhecido a Luz, escolheram as trevas. Em contrapartida, a Providência Divina busca incessantemente a metanoia, a transformação radical da mente e do coração, na existência daqueles que se perderam. O anseio do Criador é reconduzir a alma ao seu ponto de origem, à sua vocação primordial, ressignificando a experiência do fracasso. Não se trata de uma simples mudança de status, mas da renovação espiritual que transmuta o outrora vencido em um verdadeiro vencedor, cuja vitória transcende as circunstâncias terrenas. Contemplemos o testemunho irrefutável das Escrituras, que ratifica a veracidade desta exposição teológica. 1 João 4:4 Filhinhos, vocês são de Deus e os venceram, porque aquele que está em vocês é maior do que aquele que está no mundo. O “Zeitgeist” (espírito do tempo) do século presente impõe um fardo existencial sobre o indivíduo, que se vê compelido a buscar incessantemente a autoafirmação, a notoriedade e o reconhecimento público. Contudo, a realidade desvela um paradoxo cruel: a despeito de tanto esforço, muitos não encontram o mínimo respeito no seio familiar, tampouco na estrutura social que anseiam validar-se. Essa dissonância entre a expectativa e a realidade gera uma profunda angústia na alma. Lamentavelmente, o erro capital reside em buscar a aprovação humana, uma quimera efêmera. A sabedoria exige o foco no Transcendente, pois a existência biológica é fugaz. Em breve, todos estarão diante do Criador, e para aqueles que negligenciaram a busca pela salvação e pelo reconhecimento em Cristo, restará apenas o lamento estéril da constatação tardia. Há, no âmago de cada ser, uma sede silenciosa que clama pela plenitude do Divino. É o reconhecimento de que fomos criados para o Infinito e nada menos que a presença de Deus pode saciar a nossa alma. Em Sua misericórdia inesgotável, o Criador permanece de braços abertos, aguardando o retorno de cada criatura, sem distinção. Contudo, para atravessar o limiar dessa comunhão, há uma exigência sagrada e intransferível: o arrependimento. A graça é um convite universal, mas o acesso a ela requer a metanoia individual, o reconhecimento sincero de nossas fragilidades e a decisão consciente de voltar o coração para a Luz. 1 Pedro 1:18-19 18 - Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que por tradição recebestes dos vossos pais, 19 - Mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado. O Senhor Deus jamais abdicou de Sua criação. Através dos séculos, Ele investe a plenitude de Sua graça para que a humanidade desvende as profundezas de Seu amor incondicional. A dedicação divina manifesta-se como um testemunho vivo, uma busca incessante que encontra o seu ápice no coração daqueles que, pelo arrependimento, decidem retornar à Fonte da Vida. Isaías 49:15-16 15 - Haverá mãe que possa esquecer-se do seu bebê que ainda mama e não ter compaixão do filho que gerou? Embora ela possa se esquecer dele, eu não me esquecerei de você! 16 - Veja, eu gravei você nas palmas das minhas mãos; os seus muros estão sempre diante. Haverá mãe que possa esquecer-se do seu bebê que ainda mama e não ter compaixão do filho que gerou? Embora ela possa se esquecer dele, eu não me esquecerei de você! Veja, eu gravei você nas palmas das minhas mãos; os seus muros estão sempre diante. Por fim, compreenda que o Eterno jamais abdica de Sua soberana paciência para contigo. Seu amor não é uma reação aos teus méritos, mas uma graça incondicional que te persegue e te convida à restauração, pois Ele permanece fiel mesmo quando somos infiéis. Lamentações 3:22-23 22 - As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim; 23 - Novas são cada manhã; grande é a tua fidelidade. Que o Senhor vos abençoe rica e abundantemente Pastor Robson Colaço de Lucena MMA – Ministério Missão América Consultoria Espiritual www.missaoamerica.com.br Tédio Espiritual
O tédio é um estado interior marcado pelo desinteresse, pelo aborrecimento e pela sensação de vazio existencial. Ele surge quando a vida perde sentido, propósito ou direção, levando a pessoa a uma falta de envolvimento consigo mesma, com o outro e, geralmente, tem relação com a negligencias nas de Deus. Geralmente, quando se atravessa um período de intensa correria como o final de ano, os dias que antecedem um casamento, uma formatura ou outros eventos marcantes da vida, ao término desse ciclo é comum que a calmaria se instale. E, com essa nova condição de descanso, muitas vezes surge o tédio. Em outra esfera, o ser humano possui sua dimensão espiritual, na qual a alma, como sede das emoções, também vivencia o tédio em sua relação com Deus. Isso ocorre quando muitas pessoas se afastam dos cultos, práticas e experiências que as conectam ao Criador de todas as coisas, o que acaba por desencadear consequências destrutivas nos âmbitos material, espiritual e emocional. Jó 10:1-2 01 - A minha alma tem tédio da minha vida; darei livre curso à minha queixa, 01falarei na amargura da minha alma. 02 - Direi a Deus: Não me condenes; faze-me saber por que contendes comigo. Agora procuraremos compreender as causas que levam as pessoas a vivenciarem o tédio espiritual em sua caminhada de fé. Em muitos casos, a raiz desse vazio pode ser resumida em uma afirmação impactante: “A falta de Deus em suas vidas”. Isso porque a alegria do Senhor Deus é força dos seus adoradores. Jó 41:22 No seu pescoço reside a força; diante dele até a tristeza salta de prazer. Vejamos outra situação que expõe a alegria do Senhor, como base de sustentação para aqueles que são fieis a sua Palavra. Neemias 8:10 Disse-lhes mais: Ide, comei as gorduras, e bebei as doçuras, e enviai porções aos que não têm nada preparado para si; porque este dia é consagrado ao nosso Senhor; portanto não vos entristeçais; porque a alegria do Senhor é a vossa força. A ausência de Deus na existência humana ocasiona inúmeros males. Quando alguém entra em um colapso espiritual e busca uma saída por caminhos equivocados, muitas vezes recorre primeiro à religião. Porém, quando esta é mal direcionada, pode conduzir à idolatria, instaurando um ciclo vicioso de decadências simultâneas nos âmbitos espiritual, moral e existencial. A citação acima pode ser compreendida à luz da “Terceira Lei de Newton”; segundo a qual toda ação provoca uma reação. Ao aplicarmos esse princípio ao âmbito espiritual humano, compreendemos que toda ação contrária a Deus gera uma reação destrutiva na vida do pecador, afetando profundamente sua comunhão, seus valores e sua existência. Explicando: Quando o pecador se afasta de Deus, instala-se o tédio espiritual. A partir dele, inicia-se uma espécie de locomotiva interior, cujos vagões são formados pela depressão, pela ansiedade, pelo pânico, pelo pavor noturno, pela crise existencial e por tantos outros males que assolam a alma humana. Em muitos casos, esse percurso desemboca em desfechos profundamente trágicos, revelando o quanto a ruptura com Deus compromete a integralidade da vida. Tiago 4:8-9-10 08 - Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós. Limpai as mãos, pecadores; e, vós de duplo ânimo, purificai os corações. 09 - Senti as vossas misérias, e lamentai e chorai; converta-se o vosso riso em pranto, e o vosso gozo em tristeza. 10 - Humilhai-vos perante o Senhor, e ele vos exaltará. Vejamos um acontecimento que ilustra de forma explícita a instauração do tédio na vida de uma pessoa. Ele se manifesta, muitas vezes, nas situações mais simples, mas carrega em si o poder de provocar grandes destruições. Um jovem caminhava apressadamente por uma estrada em direção ao trabalho todos os dias, levando uma vida marcada por intenso estresse e, consequentemente, por um profundo tédio interior. Nunca percebia os detalhes daquele percurso, pois seu foco estava exclusivamente em produzir incansavelmente para a empresa à qual servia. Certo dia, com a perna machucada, foi obrigado a caminhar mais lentamente. Nesse novo ritmo, passou a observar aquilo que antes lhe passava despercebido: a beleza da paisagem ao redor, o canto harmonioso dos pássaros, o colorido das borboletas pousando sobre as flores e a brisa suave que envolvia tudo, produzindo uma paz imensurável em sua alma. Naquele dia, chegou à empresa com quase uma hora de atraso; contudo, sentia-se revigorado, livre do estresse e do tédio. Como resultado, produziu acima das metas que anteriormente costumava alcançar. Moral da história: muitas vezes atravessamos a vida rápido demais, sem perceber as realidades que verdadeiramente possuem valor e que, silenciosamente, nos cercam. Aplicando esse acontecimento à dimensão espiritual, compreendemos que, quando negligenciamos Deus e deixamos de contemplar Seus feitos em favor da humanidade, também nos tornamos espiritualmente insensíveis. Tal afastamento gera consequências indesejáveis, pois a ausência da comunhão com Deus abre espaço para males que jamais desejaríamos experimentar. Oséias 4:6 O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento; porque tu rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; e, visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos. Por fim, é necessário compreender que o princípio da verdadeira felicidade e de uma vida plena e frutífera não está nos recursos humanos, nem na simples adesão a religiões que não tenham seu fundamento em Jesus Cristo. É por essa razão que muitas igrejas que se autodenominam cristãs não expressam, na prática, a salvação e a transformação interior de seus seguidores. Quando Cristo deixa de ser o centro da fé, a experiência espiritual torna-se vazia e meramente ritualística. Como consequência, manifesta-se o chamado “tédio Espiritual”, na vida de muitas pessoas que, embora sejam fiéis às práticas religiosas, não sabem com clareza a quem dirigem sua fé. A ausência de um relacionamento vivo com Cristo resulta em uma fé sem vida, incapaz de gerar sentido, alegria e verdadeira comunhão com Deus. Que o Senhor vos abençoe rica e abundantemente. Pastor Robson Colaço de Lucena MMA – Ministério Missão América Consultoria Espiritual www.missaoamerica.com.br Eu Amo a Mensagem da Cruz
Essa afirmação ecoa no coração daqueles que acolhem Jesus Cristo como Salvador, por meio do Evangelho proclamado pela Igreja Neotestamentária. Contudo, diante dos escândalos que marcam o cristianismo contemporâneo, surge uma inquietação que lança suspeita sobre a vivência da fé de muitos. Diante disso, impõe-se uma pergunta inevitável: quantos, de fato, podem afirmar que amam a mensagem da cruz? Outra questão que precisa ser cuidadosamente observada é a de não confundir a mensagem ao afirmar que se ama a cruz. Afinal, a cruz, em si mesma, foi um instrumento de tortura e morte, responsável pela execução de Jesus. O amor cristão não se dirige ao objeto do suplício, mas ao significado redentor que Deus revelou por meio dele. Consideremos uma das mais solenes declarações de Jesus Cristo, na qual Ele convoca seus discípulos a um caminho contínuo de conformação espiritual, orientado pela renúncia de si mesmos e pelo pleno amadurecimento na fé. Mateus 10:38-39 38 - E quem não toma a sua cruz, e não segue após mim, não é digno de mim. 39 -Quem achar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a sua vida, por amor de mim, achá-la-á. Tomar é cruz é: ● Aceitar a Jesus como único e suficiente salvador; ● Abraçar o Evangelho sem questionar; ● Negar o mundo e andar em novidade de vida. A humanidade não sofre por falta de fé, mas pela confusão entre fé e religião. A fé é o meio pelo qual o pecador é justificado diante de Deus, exclusivamente pela graça, mediante a aceitação de Jesus Cristo como único e suficiente Salvador. A religião, porém, quando dissociada dessa fé salvadora, torna-se apenas um sistema externo de práticas e obras, semelhante a uma enfermidade que apenas manifesta sintomas. Esses sintomas podem até ser temporariamente mascarados, mas jamais tratam a raiz do problema, que é o pecado. A mensagem da cruz, que aponta para Jesus Cristo, nos convida à renúncia pessoal, ao amor que se entrega e à cumplicidade com o Reino de Deus. Lucas 14:27 Disse Jesus: E aquele que não carrega sua cruz e não me segue não pode ser meu discípulo. A realidade é que a geração contemporânea enfrenta uma profunda crise de identidade espiritual. Nesse contexto, muitas lideranças religiosas têm instrumentalizado o Evangelho em busca de benefícios próprios, distorcendo sua essência e finalidade. Chega-se, inclusive, ao ponto em que líderes passam a se proteger por meio dos próprios membros da comunidade, quando, biblicamente, deveria ocorrer o oposto: o pastorado existe para cuidar, servir e proteger o rebanho confiado por Deus. Ezequiel 34:2-3-4 02 - Filho do homem, profetiza contra os pastores de Israel; profetiza, e dize aos pastores: Assim diz o Senhor Deus: Ai dos pastores de Israel que se apascentam a si mesmos! Não devem os pastores apascentar as ovelhas? 03 - Comeis a gordura, e vos vestis da lã; matais o cevado; mas não apascentais as ovelhas. 04 - As fracas não fortalecestes, e a doente não curastes, e a quebrada não ligastes, e a desgarrada não tornastes a trazer, e a perdida não buscastes; mas dominais sobre elas com rigor e dureza. A Palavra de Deus é eterna; evento que mostra os rebanhos de ovelhas do mundo antigo em uma expressão biológica; mas tem conotação espiritual a qual relata a realidade do tempo presente. Lamentavelmente, temos nos deparado com uma parcela significativa de lideranças cristãs que carregam apenas o título de pastor, mas não honram o chamado do ministério que dizem representar. Em vez de servirem, transformam a Igreja de Deus em uma instituição financeira, voltada à geração de grandes somas de dinheiro que beneficiam, sobretudo, um grupo seleto de religiosos travestidos de representantes espirituais. Essa distorção do propósito da fé não apenas fere o evangelho, mas também enfraquece a confiança daqueles que buscam, sinceramente, uma experiência genuína com Deus. A verdade é que tais pessoas demonstram constrangimento diante de tudo aquilo que está essencialmente ligado à pessoa, à obra e ao senhorio de Jesus Cristo, revelando um distanciamento do centro do verdadeiro testemunho cristão. Romanos 1:16 Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego. O mundo caminha, muitas vezes, em sintonia com a maldade. É por isso que a Mensagem da cruz desperta tanto ódio no diabo e em seus seguidores: eles reconhecem nela uma força viva, capaz de romper as correntes das trevas espirituais e conduzir à verdadeira libertação; motivo pelo qual os cristãos são chamados de loucos. 1 Coríntios 1:18 Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus. Que o seu coração seja levado a uma profunda reflexão sobre a salvação eterna, para que você não caia em cativeiro espiritual, tornando-se refém do diabo e separado de Deus por toda a eternidade. Amém. Pastor Robson Colaço de Lucena MMA – Ministério Missão América Consultoria Espiritual www.missaoamerica.com.br Teofobia
Muitas pessoas afirmam amar a Deus, mas esse amor, por vezes, não passa de uma encenação silenciosa. No fundo, vivem movidas pela busca de benefícios pessoais, transformando a fé em um meio para alcançar interesses próprios. Quando o coração está centrado no “ter”, o amor a Deus deixa de ser entrega e passa a ser negociação. Judas 1:16 Estes são murmuradores, queixosos da sua sorte, andando segundo as suas concupiscências, e cuja boca diz coisas mui arrogantes, admirando as pessoas por causa do interesse. A marca distintiva de um cristão genuíno manifesta-se na sua postura ética e espiritual diante do pecado, expressa por uma atitude de reprovação consciente e arrependimento contínuo. Tal identidade revela-se, sobretudo, em uma vida moldada pela adoração exclusiva ao Senhor Deus, na qual pensamentos, ações e valores são ordenados segundo a centralidade divina e a obediência à sua vontade. Em detrimento da Palavra de Deus, deparamo-nos rotineiramente com indivíduos que apresentam justificativas infundadas para legitimar a negligência em relação às coisas sagradas. Tais pessoas encontram-se iludidas pelo pecado, incapazes de perceber a iminente destruição que pode assolar suas existências a qualquer momento. A verdade é que o ser humano, em sua condição decaída, manifesta uma aversão espiritual às coisas de Deus, chegando, por vezes, a terceirizar a fé. Tal afirmação evidencia-se quando nos deparamos com grupos religiosos que, não raramente, deixam de dirigir a Deus suas ações de graças e súplicas, transferindo tais práticas a imagens de escultura. Notoriamente, essa postura revela a ausência de compreensão quanto à autoridade e ao acesso direto ao Senhor, razão pela qual se constroem crenças e devoções atribuídas a santos, na tentativa de suprir aquilo que deveria ser vivido na relação pessoal e mediada exclusivamente por Deus. Romano 1:25 Pois estes mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém. A negligência para com o sagrado, aliada ao interesse egoísta da humanidade, ultrapassa os limites da própria expectativa de vida, revelando o colapso da esfera moral da sociedade pós-modernista. Nesse cenário, a aversão a Deus torna-se tão contundente que os homens passam a criar múltiplas formas de religiosidade, estruturadas para atender a diferentes “clientelas”, independentemente de conduzirem ou não à salvação. O que prevalece no contexto atual não é a busca pela verdade, mas o interesse por vantagens imediatas; ainda que, para alcançá-las, seja necessário descer às mais profundas regiões do inferno. Para tais indivíduos, o valor supremo não é o bem, o verdadeiro ou o transcendente, mas aquilo que pode ser obtido em benefício próprio. Provérbios 19:6 Muitos se deixam acomodar pelos favores do príncipe, e cada um é amigo daquele que dá presentes. Quando deixamos de honrar a Deus e nos voltamos às vantagens efêmeras da vida, iniciamos uma trajetória de eventos catastróficos no âmbito espiritual. Ainda que os bens materiais aparentam prosperar, trata-se apenas de uma questão de tempo até que a derrocada se manifeste, pois aquilo que não está fundamentado em Deus carece de solidez eterna. Por mais que pessoas ou sistemas ofereçam proteção e benefícios, chega inevitavelmente o momento em que os recursos materiais se exaurem, visto que tudo o que é terreno está sujeito ao desgaste natural e à transitoriedade. Diante disso, somos chamados a depositar nossa esperança e nossa confiança de proteção não nas estruturas humanas, mas na pessoa do Senhor Deus, que é imutável, eterno e suficiente. Jeremias 17:5 Assim diz o Senhor: "Maldito é quem confia nas pessoas, que se apoia na força humana e afasta seu coração do Senhor. Geralmente, as pessoas afirmam que amam a Deus, porém não apresentam evidências concretas daquilo que professam. Suas atitudes, muitas vezes, revelam uma convivência íntima com o pecado, uma espécie de romance velado que contradiz a fé que dizem possuir. Pronunciar o nome do Senhor é simples; difícil, porém, é adorá-lo em espírito e em verdade. Isso porque tal adoração exige renúncia: a negação das inclinações da carne, para que o Espírito Santo encontre espaço para se manifestar e governar a vida. Que o Senhor vos abençoe rica e abundantemente. Pastor Robson Colaço de Lucena MMA – Ministério Missão América Consultoria Espiritual www.missaoamerica.com.br |
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