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Teofobia
Muitas pessoas afirmam amar a Deus, mas esse amor, por vezes, não passa de uma encenação silenciosa. No fundo, vivem movidas pela busca de benefícios pessoais, transformando a fé em um meio para alcançar interesses próprios. Quando o coração está centrado no “ter”, o amor a Deus deixa de ser entrega e passa a ser negociação. Judas 1:16 Estes são murmuradores, queixosos da sua sorte, andando segundo as suas concupiscências, e cuja boca diz coisas mui arrogantes, admirando as pessoas por causa do interesse. A marca distintiva de um cristão genuíno manifesta-se na sua postura ética e espiritual diante do pecado, expressa por uma atitude de reprovação consciente e arrependimento contínuo. Tal identidade revela-se, sobretudo, em uma vida moldada pela adoração exclusiva ao Senhor Deus, na qual pensamentos, ações e valores são ordenados segundo a centralidade divina e a obediência à sua vontade. Em detrimento da Palavra de Deus, deparamo-nos rotineiramente com indivíduos que apresentam justificativas infundadas para legitimar a negligência em relação às coisas sagradas. Tais pessoas encontram-se iludidas pelo pecado, incapazes de perceber a iminente destruição que pode assolar suas existências a qualquer momento. A verdade é que o ser humano, em sua condição decaída, manifesta uma aversão espiritual às coisas de Deus, chegando, por vezes, a terceirizar a fé. Tal afirmação evidencia-se quando nos deparamos com grupos religiosos que, não raramente, deixam de dirigir a Deus suas ações de graças e súplicas, transferindo tais práticas a imagens de escultura. Notoriamente, essa postura revela a ausência de compreensão quanto à autoridade e ao acesso direto ao Senhor, razão pela qual se constroem crenças e devoções atribuídas a santos, na tentativa de suprir aquilo que deveria ser vivido na relação pessoal e mediada exclusivamente por Deus. Romano 1:25 Pois estes mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém. A negligência para com o sagrado, aliada ao interesse egoísta da humanidade, ultrapassa os limites da própria expectativa de vida, revelando o colapso da esfera moral da sociedade pós-modernista. Nesse cenário, a aversão a Deus torna-se tão contundente que os homens passam a criar múltiplas formas de religiosidade, estruturadas para atender a diferentes “clientelas”, independentemente de conduzirem ou não à salvação. O que prevalece no contexto atual não é a busca pela verdade, mas o interesse por vantagens imediatas; ainda que, para alcançá-las, seja necessário descer às mais profundas regiões do inferno. Para tais indivíduos, o valor supremo não é o bem, o verdadeiro ou o transcendente, mas aquilo que pode ser obtido em benefício próprio. Provérbios 19:6 Muitos se deixam acomodar pelos favores do príncipe, e cada um é amigo daquele que dá presentes. Quando deixamos de honrar a Deus e nos voltamos às vantagens efêmeras da vida, iniciamos uma trajetória de eventos catastróficos no âmbito espiritual. Ainda que os bens materiais aparentam prosperar, trata-se apenas de uma questão de tempo até que a derrocada se manifeste, pois aquilo que não está fundamentado em Deus carece de solidez eterna. Por mais que pessoas ou sistemas ofereçam proteção e benefícios, chega inevitavelmente o momento em que os recursos materiais se exaurem, visto que tudo o que é terreno está sujeito ao desgaste natural e à transitoriedade. Diante disso, somos chamados a depositar nossa esperança e nossa confiança de proteção não nas estruturas humanas, mas na pessoa do Senhor Deus, que é imutável, eterno e suficiente. Jeremias 17:5 Assim diz o Senhor: "Maldito é quem confia nas pessoas, que se apoia na força humana e afasta seu coração do Senhor. Geralmente, as pessoas afirmam que amam a Deus, porém não apresentam evidências concretas daquilo que professam. Suas atitudes, muitas vezes, revelam uma convivência íntima com o pecado, uma espécie de romance velado que contradiz a fé que dizem possuir. Pronunciar o nome do Senhor é simples; difícil, porém, é adorá-lo em espírito e em verdade. Isso porque tal adoração exige renúncia: a negação das inclinações da carne, para que o Espírito Santo encontre espaço para se manifestar e governar a vida. Que o Senhor vos abençoe rica e abundantemente. Pastor Robson Colaço de Lucena MMA – Ministério Missão América Consultoria Espiritual www.missaoamerica.com.br
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